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Posts Tagged ‘documentário’

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What kind of peace do we seek? Not a Pax Americana enforced on the world by an American weapons of war. Not the peace of the grave or the security of the slave. I am talking about genuine peace, the kind of peace that makes life on earth worth living…not merely peace for Americans, but peace for all men and women; not merely peace in our time, but peace for all time.” J. F. Kennedy

Quilometros acima de nossas cabeças, além da nossa suspeita, satélites dirigem nossa sociedade hiper-conectada. No ano em que o filme foi feito, pelos menos 1000 satélites giravam em volta da Terra. 48% dos satélites militares e civis são propriedade dos EUA. Trata-se de um documentário sobre a nova tentativa americana de dominar uma tecnologia que garantirá seu trono, como se repetissem cegamente a história da bomba atômica. A militarização do espaço é ficção? Não. Escritores e investigadores mostram que há décadas os EUA visam o domínio espacial para garantir sua esperada supremacia. Mas o custo dessa tecnologia pode ser no mínimo igual aos riscos enfrentados pela humanidade durante a guerra fria.

Desde o fim da segunda guerra mundial, com o projeto “paper clip” destinado a capturar e utilizar os intelectuais e engenheiros nazistas, os EUA investem em tecnologia espacial. Werner Von Braun é um ícone desse projeto. O criador dos foguetes V2 utilizados pela Alemanha nazista tornou-se diretor da NASA em 1960 e foi um dos responsáveis pelo sucesso do lançamento do primeiro satélite americano. Mesmo com o fim da corrida tanto armamentista quanto espacial com a Russia, os EUA não tiraram os olhos do céu.

O mair medo da força militar norte americana é perder seus satélites, mesmo que sejam somente 50 deles. Isso deixaria a  espionagem que usa satélites eletro-óticos cega, cortaria a comunicação entre as tropas, paralisaria as navegações e controle dos misseis guiados. Sem eles, não seria possível uma ação militar eficiente. E para aumentar o rol de necessários inimigos que justifiquem as pesquisas e investimentos espaciais, a China está sendo forjada como inimiga dos norte-americanos.

Sabendo que 50 cents de cada dólar do imposto americano é destinado para o Pentágono, é espantoso  pensar no número de tecnologias e projetos que podem estar sendo desenvolvidos. Um deles é um sistema de satélites chamado “Varas de Deus”. Esses dispositivos apontados para o nosso planeta lançariam lanças de tungstênio em direção à qualquer alvo na Terra. O projétil foi feito exatamente para não se encaixar na definição de arma de destruição em massa da ONU, mas sua capacidade destrutiva é similar de uma bomba nuclear. Clique aqui (pagina em inglês) para saber mais sobre essa tecnologia.

Além disso, há uma irrefutável questão ambiental com consequências drásticas:

Cada lançamento espacial produz poluição e detritos. Esses detritos podem atingir um satélite e destruí-lo. Por sua vez, os detritos desse satélite poderão destruir muitos outros satélites. Uma reação em cadeia ameaça o ambiente espacial, um lugar quase impossível de ser reciclado.

Isso não é somente previsão. Atualmente há uma nuvem de fragmentos sobre nosso céu. Cerca de 600.000 destroços percorrendo a órbita terrestre a 22.000 km/h. O documentário mostra que certas regiões do espaço serão inoperáveis, será como um campo minado e não poderemos mais realizar nenhum lançamento sem a nave ser destruída. Toda nossa rede espacial civil iria ser destruída paulatinamente até nossas sociedades e nosso cotidiano ser totalmente desestruturado.

Diria que destruir os satélites militares não só americanos, mas de todos países, seria um modo para enfraquecer ou até paralisar as máquinas de guerras. Mas isso implica em poluir nossa órbita e possivelmente a destruição de satélites indispensáveis para a vida civil atual. Destruir a coluna vertebral da defesa americana seria minar nosso espaço.

O documentário cumpre a tarefa de deixar o espectador indignado e deprimido com a situação do mundo. Como a gente consegue viver nesse lugar desgraçado? Apesar do documentário apontar um caminho para agirmos contra  a militarização do espaço, não me deixou menos cético. Mas como diz Zygmunt Bauman, assim como o medo e a coragem, o desespero e a esperança nascem juntos.

Veja o trailer:

[Encontrei esse documentário num blog que recomendo: http://docverdade.blogspot.com/]

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Inside Job (2010) é um documentário dirigido por Charles H. Fergurson, um cineasta não muito famoso mas que produziu seguramente uma bela obra. O documentário com narração de Matt Damon trata da crise econômica de 2008, ele tenta explicar o por que daquela crise que ainda tem suas consequências nos dias atuais. Ele consegue chocar e levantar muita discussão sobre a situação atual da economia mundial e sobre quais seriam as consequências caso esse sistema se prolongue.

O documentário põe como principal causa da crise a desregulamentação. Eu ja tinha conhecimento dessa palavra devido a outro documentário do Michael Moore chamado “Capitalismo- uma história de amor”, que inclusive recomendo que assistam como um complemento, apesar de este segundo documentário focar também na politica dos EUA. Desregulamentação seria a palavra chave da politica neo-liberal vigente na sociedade comtemporânea, trata-se de por em prática a filosofia neo-liberal de tentar excluir ao máximo o papel do estado na economia. Desregulamentação seria então, como o próprio nome ja diz, o afrouxamento de leis e regras econômicas para bancos, financiadoras, empresas de seguros, corretores, executivos, enfim, todos os principais responsáveis por reger a economia mundial. O resultado dessa desregulamentação foram trágicos e continuam a ser. A política econômica também envolve, e isso pode ser comprovado nos EUA facilmente, na eliminação de programas sociais para pobres e enfraquecimento de sindicatos e de toda a classe trabalhadora. Nós podemos observar esses efeitos facilmente até no Brasil, e hoje na Europa a crise que assola a Grécia, e mais para frente vai atingir também Espanha e Portugal tem muitas características dessa política neo-liberal. Tratam-se de paises com taxa de desemprego acima de 10% (alguns até acima de 20%) que encaram dividas astronômicas que o governo faz para salvar a economia. Nos EUA recentemente, houve um pânico devido a possibilidade de calote da divida externa. No fim das contas o congresso aumentou o limite da dívida externa dos EUA, que é o pais que mais deve no mundo. Essa aprovação não veio de graça para o povo, pois o projeto preve o corte de investimentos a programas sociais e não continha o aumento de impostos para os mais ricos. Estes são exemplos dessa política econômica atual que prova estar sendo muito falha.

A política de desregulamentação dos EUA permitiu que os bancos emprestassem a vontade, e que a população fizessem acordos extremamente arriscados que levaram a um crash na economia. Milhares perderam suas casas na crise imobiliaria e vários faliram. Por contradição o governo, que não deveria participar da economia, teve que agir rapido e injetou bilhares de dolares na economia para salvar os bancos. O problema é que normalmente esse dinheiro vai para os executivos e é usado para reiniciar o sistema falho. Inclusive vale dizer que os principais responsáveis pela crise ocupam cargos de confiança no governo estadunidense hoje, enquanto durante a crise, transformaram a economia num cassino onde cada um apostava quantias exorbitantes de dinheiro que nem eram deles. O que acontece então é que somente uma pequena parte dos investidores recebem os lucros, e a maioria perde tudo. A pergunta que sobre então é: será esse sistema capitalista neo-liberal realmente a solução para os problemas do mundo? propaganda que foi muito divulgada nas ultimas décadas e, Será esse sistema sustentável?

A política econômica da desregulamentação permitiu a entrada de criminosos e investidores extremamente ambiciosos na economia, e o pior, nos principais setores. Com a falta de fiscalização, ou até de regras para estes seguirem, encontraram caminho aberto para lucrar muito a custa da perda muitos outros. Outro ponto é o enfraquecimento das camadas sociais mais pobres, nos EUA o sistema de saúde inexistente deles, obriga ao povo pagar planos de saúde e quem não conseguir pagar estara entregue a própria sorte. No Brasil acontece algo semelhante, apesar de ainda termos o SUS que apesar de estar longe ser perfeito, pelo menos ainda da alguma dignidade ao atendido. Além disso, o fundo de pensões e aposentadoria no EUA serviu para injetar na economia para salva-la, ou seja, o aposentado poderá não encontrar seu dinheiro quando precisar. Na Grécia, recentemente, devido a crise econômica que ameaça toda a Europa, o governo aprovou o corte de gastos com programas sociais e o aumento de impostos, mostrando que nesse tipo de crise causada pelos mais ricos, quem paga são os mais pobres. Até no Brasil, o jovem é incentivado a financiar sua faculdade, enquanto o governo investe metade do PIB em gastos com bancos e não investe nem 10% dele em educação, ou mais recentemente ainda, o governo propõe aumentar os investimento para a saúde, mas para isso propõe aumentar ou criar um imposto.

A politica neo-liberal se provou falha e insustentável, e provavelmente levará o mundo a crises cada vez piores da economia. A eliminação do estado na economia não mais se faz melhor, muito pelo contrário, permitiu que alguns ganhassem as custas da população inteira. O documentário propõe, além de outras coisas, que o estado tenha uma participação maior na economia, de maneira que a regule para que esta não esteja entregue a qualquer um. E que acima de tudo, esteja sempre a favor do povo, pois este é o que mais sofre diante de todas essas crises. Os programas sociais (salvo alguns) são necessários para manter a dignidade da população. É necesário também que especialistas de diversas camadas da sociedade discutam entre sim sobre como tornar o capitalismo mais ético e democratico. Particularmente ainda acredito neste sistema, mas não da maneira como ele está.

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“A primeira vítima da guerra é a verdade”

The war you don`t see, documentário do jornalista John Pilger, mostra fatos que as grandes mídias como a BBC e o New York Times não podem mostrar sobre a guerra do Iraque. A mídia enfatiza fatos para criar uma imagem positiva do governo americano e do Pentágono, muitas vezes notícias para justificar a guerra ou “satanizar” o inimigo, e omite o que ela julga que o público não precisa saber. Ela não precisa mentir, só em casos extremos. Por isso que a manipulação pela ênfase e omissão é um jogo mais sutil e eficiente. No documentário, Pilger investiga o papel da mídia na guerra, começando com as propagandas utilizadas na II Guerra Mundial.

Já no começo do filme, ele desmascara jornalistas que não questionam seus governantes e autoridades, repetindo de modo acrítico o que os líderes falam, os mesmos jornalistas que não pesquisam por conta própria, não obtendo informação de primeira mão.

Várias perguntas são levantadas durante o filme, por exemplo: Qual a função social do jornalista? A imparcialidade é realmente possível? Se sim, é desejada?

Numa determinada cena do documentário, Pilger diz que os jornalistas tem o dever de dar a voz para aqueles que não possuem um representante de peso na grande mídia, como o caso da Palestina. Por exemplo, o ponto de vista de Israel tem muito mais destaque na nossa mídia. O povo tem esse mesmo acesso de informação quando se fala de minorias, como os palestinos ou o MST? Eles realmente tem espaço para falar, demonstrar seu lado da história? Essa exposição massiva de somente um lado se deve por um principal fator: a mídia serve aos interesses de determinada classe social, aquela das marcas caras que anunciam nos seus canais.

O documentário choca e mostra muitas desgraças que a intervenção dos Estados Unidos vem causando no Oriente Médio. Apesar do filme ser recheado de informações, só  colocarei uma estatística impressionante que Pilger nos traz: “Durante a Primeira Guerra Mundial 10% de todas as baixas eram civis. Durante a II Guerra Mundial, o número de mortes de civis aumentou para 50%. Durante a Guerra do Vietnam, 70% das baixas eram civis. Na guerra do Iraque, os civis representam 90% do total de mortes.”  A guerra que você vê é o que a grande mídia decide mostrar. A guerra que você não vê é o abundante sofrimento humano, a irracionalidade, o desespero e a morte de inocentes.

O que podemos fazer é buscar fontes alternativas de informação, como blogs e jornais independentes, geralmente menos falados do que a Folha de S. Paulo, o Jornal Nacional e o Fantástico.

Bom, o que posso contribuir para difundir diferentes informações e pontos de vista são com os seguintes links:

http://www.resistir.info/ Site português com vários artigos interessantes.

http://www.democracynow.org/ – Tem rádio, textos e programa de TV online em inglês.

http://diplomatique.uol.com.br/ – Nossa edição BR do bem conceituado jornal francês.

http://www.revistaforum.com.br/ Site da Revista Fórum.

http://carosamigos.terra.com.br/ Site da revista Caros Amigos

Está disponível no youtube o documentário quase inteiro, infelizmente sem final, com legenda em português :

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Está disponível no youtube, dividido em 18 partes, o documentário considerado como o definitivo sobre a psiquiatria: O Marketing da Loucura; promovido pela Associação de Direitos Humanos.

Assistam, não é nenhum pouco tedioso.

http://www.youtube.com/watch?v=6X3Khv2ura4&feature=related

Esse documentário assustador revela a aliança entre as indústrias farmacêuticas e os psiquiatras na fabricação de doenças mentais com fins lucrativos. O marketing da loucura gera, por ano, 700.000  sérios efeitos colaterais, 42.000 mortes e muitos bilhões de dólares. Os problemas psicológicos são reduzidos a problemas meramente bioquímicos, baseada na teoria não comprovada do desequilíbrio químico cerebral. É a desculpa pro uso desenfreado de drogas psicoativas.

Resumindo bem o esquema apresentado no filme: propagandas farmacêuticas na TV americana prometem uma vida mais alegre  e saudável para as pessoas. Um comprimido aparece na TV de um cara que, como todo ser humano, estará sobre certas pressões cotidianas, alteração de humor e preocupações. Porém, o que as industrias farmacêuticas fazem é tornar as dificuldades cotidianas e “normais” em sintomas de distúrbios psicológicos. Enganado pela propaganda, o cara procura o médico, que consulta seu DSM, um manual não científico de diagnósticos para doenças mentais. Aí está a aliança entre os psiquiatras e a indústria farmacêutica.

 O problema é que todo comportamento humano está sendo rotulado como sintoma de doença mental. Segundo a lógica do DSM, somos todos insanos. Desconfiança é desordem de personalidade paranóica, ficar triste com a morte de um ente querido é ter desordem depressiva maior, ser tímido é ter desordem de ansiedade social, ter altos e baixos é ter transtorno bipolar. E os rótulos nunca acabam.

O DSM V pretende ser lançado em 2012 e irá conter: Desordem de dependência de internet, desordem de compras compulsivas, descontrole alimentar, desordem intermitente explosiva (a ira do motorista), e mais outras coisas bizarras.

Cada novo diagnóstico significa uma droga para TRATAMENTO, nunca cura. Cura não gera lucros. Aí o médico receita uma Thorazine (a lobotomia química), ou um Válium, Miltown, Prozac (antidepressivo que muitas vezes provocou suicídios ao redor do mundo inteiro), qualquer que seja a droga do momento.

A indústria farmaceutica chega até nossa sala de estar num regime diário e tenta nos convencer de que temos um problema e que eles podem resolve-lo com uma pílula. Isso é perigoso.

Hoje tomei meu prozac.

 

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