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Posts Tagged ‘Ernest Hemingway’

 

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No começo de janeiro desse ano li “Adeus às armas”. O romance anti-guerra e sua atmosfera sombria e violenta aumentou minha curiosidade para ler outros livros de Ernest Hemingway (aliás, “Adeus às armas” merece uma boa e longa resenha). Um par de semanas depois, meu irmão comprou o aclamado O velho e o mar no sebo. Peguei o livro num dia de tédio e não consegui dormir antes de acabar. Comecei a ler o livro sem saber direito como era a história, só sabia da fama do romance. Isso foi interessante, pois todos os obstáculos enfrentados pelo narrador (já que muitos deles encontrei depois em vários resumos na internet) me pegaram de surpresa e me empolgaram. É uma grande vantagem de ler um livro sem saber muito do que se trata.

Escrevo esse pequeno post por que essa obra virou um dos meus livros favoritos. O velho e o mar é um livro pequeno, com menos de 100 páginas, escrito em 1951 enquanto Hemingway morava em Cuba, sendo seu último trabalho publicado em vida, antes de se matar com um tiro. O livro começa assim: “Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Gulf Stream. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe. Nos primeiros quarenta, levara em sua companhia um garoto para auxiliá-lo. Depois disso, os pais do garoto, convencidos de que o velho se tornara salao, isto é, um azarento da pior espécie, puseram o filho para trabalhar noutro barco, que trouxera três bons peixes em apenas uma semana.”

O velho Santiago resolve tentar a sorte mais uma vez e acaba travando uma luta épica com um merlin gigante. O que achei mais admirável é a harmonia entre o velho e o mar, ele e a natureza viram uma coisa só e em mais de uma passagem diz que peixes tem mais dignidade que os homens. Quando o pescador finalmente pega sua presa, ele a trata com carinho, como se fosse um irmão. Até poderia ser interpretado como um elogio à ligação do homem com a natureza. Mas a história não para aí, e não vou contar mais nada para não estragar a leitura de um possível interessado.

O livro é fácil de ler (como não é dividido em capítulos, a narrativa parece ser mais rápida) e apesar de ser sobre pescaria, coisa que odeio, é um romance muito bom que abrange outras temáticas. De modo conciso e direto, numa linguagem jornalística, Hemingway é capaz de abordar temas profundos sobre a força do homem, dignidade, sorte e honra.

Por causa dessa descrição complexa, os elementos do livro tem a potencialidade de serem interpretados de várias formas, podendo ser considerados como símbolos. Um exemplo que posso dar é o mar: a mesma “entidade” que oferece vida, lugar onde surgiu a primeira forma de vida, é habitat de criaturas ferozes que atrapalham o velho.

Ok, não vou entrar numa discussão sobre o desfecho do livro, mas o que pode ser tirado dele é: Nunca desista. Nunca se sabe quando você vai pegar um Merlin gigante. E outra: Existe dignidade na derrota e na morte. Santiago, comportando-se como um cara durão, lutou até o ultimo minuto, contra tudo e até contra ele mesmo, dando o melhor a cada momento e por isso não temia a morte. Morreria como um grande homem.

É um excelente livro, considero-o um gigante.

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