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Uma recomendação rápida desse filme muito bom, pois a preguiça e a distância temporal me impedem de escrever uma crítica extensa. Não que o filme não mereça.

Depois de assistir Vanilla Sky (2001), filme mindfuck (foder, confundir a mente) que mistura drama, ficção científica, aventura erótica, distorção das percepções e da realidade, suspense e outras coisas (ou  como é descrito no Wikipedia: “uma história de amor e uma luta pela alma”), jurei que ele fosse baseado em algum livro de Philip K. Dick, escritor americano das mais estranhas ficções científicas, mas na verdade Vanilla Sky é uma refilmagem de um filme de um filme espanhol, de 1997, chamado Abre los ojos, escrito por Alejandor Amenábar e Mateo Gil.

Indico esse filmes para quem gosta de ficção científica soft, ou seja, não focada em tecnologias e naves espaciais e explosões estelares, mas sim focada em aspectos mais humanos, sociais ou filosóficos. Vanllia Sky lida com temas como identidade pessoal, memórias, realidade e imortalidade. Quem gosta de Quero ser John Malkovich não pode deixar de assistir Vanilla Sky (se não gostar, meta a boca nos comentários). E outra coisa, tenho a impressão de que esse filme é meio que, como dizem, “ame ou odeie”, por ser radical em sua bizarrice no roteiro e no estilo.

No filme, Tom Cruise é David Aemes, um homem realizado, dono de um império editorial, jovem e bonito. Sua vida muda quando se apaixona à primeira vista por Sofia Serrano (Penélope Cruz). A repentina paixão desperta ciúmes em Cameron Diaz, vivendo a personagem Julie Giani, que está em um relacionamento puramente sexual com David. Em um ataque de ciúmes enquanto David e Julie estão no carro dela, Julie declara que ama-o mas joga o carro por cima de um viaduto. Julie morre e David tem seu rosto totalmente desfigurado.  David sobrevive, e depois do coma, quer desesperadamente reconquistar seu visual perdido e ficar com Sofia. A partir de então, o filme é um quebra cabeças que brinca com fantasias, identidades e memória. A história divide-se em antes e depois da cirurgia, e a atenção de quem assiste é indispensável para acompanhar a historia, já que se trata de um mindfuck e não segue uma linearidade.

Pode parecer uma história boba,  mas as revelações, reviravoltas e o toque  de ficção científica deixam o filme complexo e instigante. Geralmente fico com um pé atras quando se trata de filmes com reviravoltas demais, entretanto, o filme tem um desfecho satisfatório e fiel a todo o resto da história. Assistir uma segunda vez também não é uma má ideia.

Pessoalmente, não gosto do Tom Cruise, mas ao lado de Colateral e Nascido em 4 de Julho, Vanilla Sky mostra que ele é um bom ator.

Como diz nessa crítica do Omelete, Vanilla Sky manteve-se fiel ao original Abre los ojos, só modificando pequenos detalhes insignificantes para a história. Isso é uma das muitas provas de que os norte americanos tem tanta preguiça e tanto dinheiro sobrando que fazem um remake de filmes estrangeiros em vez de legenda-los.

Assisti esse filme há uns cinco ou seis meses, e hoje fiquei com vontade de escrever sobre ele ao escutar uma música que toca no filme, do Sigur Ros (a trilha sonora do filme chama atenção, tem boas músicas e é importante para a atmosfera da história). Segue a música:


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Estava pensando nas bandas que gosto de ouvir, quando percebi que muitas delas são da época dos meus pais, ou até mesmo dos meus avós. O que eu gosto não é “do meu tempo”. Acho que por esse e por outros motivos não sou um bom representante da minha geração. Imaginem o diálogo: “Pai, eu estou gostando de Alice Cooper”, “Legal filho, lembro de ter comprado alguns LPs dele quando tinha sua idade”. No colégio era quase impossível ter uma conversa agradável e decente sobre música. Eu não conhecia muita coisa atual e os meus colegas também não conheciam muita coisa antiga.

Bem, resolvi fazer uma lista de CDs antigos de rock abrangendo só uma década. Uma década que parece ter sido rica, intensa e interessante de se viver: os anos 70. Claro, é óbvio que estarei deixando muitos ótimos álbuns de fora por não conhecer e não querer fazer uma lista infinita. Fazer listas é uma coisa bem inútil, você começa, modifica ela um monte e no fim  percebe que esqueceu de colocar um monte de outras coisas. Porém, ficar pesquisando as datas pra motar a lista me deu um senso temporal legal para quem gosta de história do rock.  Coloquei o título das músicas que considero ser as melhores em cada CD.

Sem mais delongas, aí vai rock dos anos 70:

(1970) “Let it be” – Beatles – o último CD dos Beatles, gravado em 69 e lançado em 70

  • Across The Universe; I Me Mine; ; Let it Be; I Got a Feeling

(1971) “L.A. Woman” – The Doors

  • Love Her Madly; L.A. Woman; Riders on The Storm

(1971) “Led Zeppelin IV” –  Led Zeppelin –  conhecido também por “álbum sem nome”, “o quarto álbum”, ou “os quatro símbolos”

  • The Battle of Evermore; Stairway to Heaven; Going to California; When The Levee Breaks

(1971) “Sticky finger” – Rolling Stones

  • Sway; Wild horses; I got the blues; Sister Morfine; Dead flowers

(1971) “Who`s next” – The Who

  • Todas

(1973) “Pronounced ‘Lĕh-‘nérd ‘Skin-‘nérd’”Lynyrd Skynyrd (altamente recomentado para motoqueiros)

  • Tuesday`s Gone; Simple Man; Free Bird

(1975) “Ritchie Blackmore’s Rainbow”Rainbow

  • Man on the Silver Mountain; Catch The Rainbow; Temple Of The King

(1975) “A night at the opera”Queen

  • Death on Two Legs; I`m in Love with My Car; 39; Bohemian Rhapsody

(1975) “Wish you were here”Pink Floyd

  • Todas

(1979) “London calling”The Clash

  • London Calling; Hateful; Spanish Bombs; Clampdown; The guns of Brixton; Train in Vain

               ———————-

Na verdade, fiz a lista de forma que uma mesma banda não tivesse dois CDs, mas não podia deixar de fora um dos meus álbuns favoritos: a épica opera-rock  dos ingleses Pink Floyd:

(1979) “The wall”Pink Floyd

  • Não seja fresco(a) e escute tudo de uma vez. Por se tratar de um disco não convencional e de natureza conceitual, ou seja, a junção de todas as músicas (até aqueles momentos aparentemente sem graça que mal dá um minuto) forma um todo que só pode ser percebido escutando o álbum inteiro e na ordem. Lembrando que The Wall tem aproximadamente 81 minutos.

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